domingo, 12 de junho de 2016

Ode linguaruda às Brízidas Vaz



Ó Brízida Vaz, da língua viperina...
És a linguaruda-mor, bruxa tenaz...
O teu veneno vai daqui até à China...
Tua língua parece andar da frente para trás!
Alcoviteira, coscuvilheira, codrilheira...
Ó sua ignóbil faladora, trapaceira e feia!
Cada vez que falas da vida alheia,
Deverias ficar, com samicas de caganeira...
Língua de sapo, rainha coroada da fofoca,
Língua maldizente, língua de quiabo...
Dizes mal de toda a gente - língua porca...
Não tens cornos, mas és parente do diabo!
Ó Brízida Vaz, que não estás em extinção...
Habitas em Portugal e por esse mundo fora...
És exemplo de língua comprida da podridão...
O teu veneno é mordaz e sem demora!
Às Brízidas Vaz desta vida inconstante,
Que no caminho, poderemos encontrar...
Tenham cuidado com o veneno cortante...
As vossas línguas com lixívia devereis lavar!
Cuidado com o que dizem, línguas de trapos...
A vida é um espelho que reflecte vossos actos...
O Karma existe para o bem e para o mal...
Um dia o vosso veneno, será o vosso final!

25 de Abril

Ri a chorar o canto da liberdade
De um Abril já um pouco distante...
Chora a liberdade e com saudade...
Dos tempos do cravo rubro vibrante!
Morreu a ditadura, ou quer parecer
Liberdade de expressão, podemos ter...
Podemos votar em liberdade viver;
Ideias que não conseguiram sobreviver...
Liberdade disfarçada de corrupção,
Liberdade que faz sofrer cada irmão...
Políticas de constante decepção...que nos
Vão ao bolso da alma, chupando cada tostão!
Europa, ditadora, também com capuz...
Disfarçada de anjo de intensa luz...
Sugadora, muitas vezes do pobre coitado...
Que já carrega outros erros do seu fado!
Nas armas da decepção deste país,
Já não há a criança feliz e inocente...
Que coloca a encarnada flor feliz
Que evita as balas de uma arma hoje doente....
Há muita coisa que se conquistou....
Tanta outra que se almejou...
Mas o que não falta são ladrões...
Trapaceiros, corruptos e outros aldrabões...
Povo adormecido de Portugal, acordai
Saiam da letargia dormente e profunda...
Para que o 25 de Abril seja de novo o pai
Da justiça, da liberdade, da igualdade jucunda!
Regai, povo deste país nobre e belo
Nos jardins, da vossa consciência...
O novo cravo de Abril,lindo e singelo...
Seja regado sem corrupção e com decência!

OS MELROS



Aves da cor do tição,
Aves de bico amarelo...
Qual deles, o mais saltitão?!
O mais malandro, o mais belo?!

Pássaros daquele jardim,
Que me esperam dia a dia...
Parece que fogem de mim...
Mas querendo a minha companhia!

Divinos reis da negra e linda cor,
Esgaravatais à procura de alimento.
Saltais alegremente de flor em flor...
Nobres arautos do meu sentimento!

Não, não tenho sentimento de negritude...
Não tenho a alma de escura cor...
Mas nestas aves é cor da magnitude...
E na minha, pode ser, quiçá de amor!

Ao preto, se pode juntar um jardim colorido,
Naquele em que eles me esperam em Ovar...
Florido de um amor tão concreto e indefinido,
Como é apanágio de um amor a esvoaçar!

Belíssimas aves, sopranos cantores,
Que habitais o reino azul dos céus,
Cantais em assobios os dissabores..
Nas penas, trajais os negros véus!

Ó aves negras, mas da boa sorte...
De uma beleza enorme, sem igual...
Sois da vida e não da crua morte...
As asas, são a capa do fado de Portugal!

Imagem do google, porque os melros do jardim em Ovar, não páram quietos 

domingo, 3 de abril de 2016

A Pedra

http://www.materiaincognita.com.br/como-se-fabrica-um-colibri-em-broche-de-ouro-com-pedras-preciosas/ 



Pedra no sapato a magoar...
Pedrinha má, dor latente.
E vamos a manquejar,
Até essa maldita, retirar!

Pedra de arremessar
Pedra de guerrear,
Pedra da bruta peleja,
De cada lágrima que goteja!

Sopa de pedra, alimento
Que a vil fome mata...
Objecto que se junta...
A uma sopa tão farta!

Pedra do construtor,
Pedra de construir o sonhar...
Pedra bela, pedra da dor,
Castelo de venturar!

Pedra ainda em bruto,
Diamante por lapidar,
Pedra do homem astuto...
Pedra de encantar!


Pedra da rua... abandonada,
Pedra da natureza...
Pedra da origem do Mundo,
Da geológica giganteza!


Pedra, na mão da humanidade,
Pode ser o que ela desejar,
Desde a bruta pedra da monstruosidade
Até à pedra do eterno amar!

Pedra, que diferentes usos pode ter,
Está em ti, Homem, a preciosidade
E não na pedra em si, a sem idade...
Da pedra que tu mesmo deves ser!





http://www.mundogump.com.br/10-incriveis-pedras-preciosas-vermelhas


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quarta-feira, 30 de março de 2016

Cegonha, ave do bom augúrio

imagem Google



Lá no topo daquela chaminé triste e ancestral
Daquela  fábrica feia, tétrica e sem vida
Um casal de cegonhas, faz sua morada anual...
E não faz do Outono a sua breve despedida!


 Belas aves, que passeiam pelo meu quintal
O pai amoroso, à procura de alimento,
Qual rei intrépido dos céus de Portugal,
Procurando o conforto para fêmea e rebento.


Ó aves que bom augúrio trazeis,
Tu, cegonha, fiel amante,
Podes não trazer no bico, a criança...
Mas carregas nas asas, a esperança!

Trazes a esperança da Primavera...
A esperança de novo porvir,
De um Portugal a sorrir!


Ó cegonha, no Levítico és imunda...
Ó tristeza é do ser ignorante
És de pureza profunda...
Rainha do bom presságio...
E,dos céus, diamante!


Ó cegonhas, de um poema que nunca fiz,
Ó cegonhas da  Barrinha ditosa.
Ó aves cegonhas daquela chaminé em Esmoriz...
Aves de uma beleza fulgurosa!

Ó cegonhas do tempo de criança,
Ó cegonhas dos tempos de agora,
Trazei nas asas um bom destino,
Um destino que não demora!





segunda-feira, 28 de março de 2016

As gotas de chuva nas asas da Primavera

olhares.sapo.pt

Entraste, ó primavera ditosa,
Como uma bela mulher a sorrir,
Nos cabelos, galhos de árvore mimosa,
Num corpo perfumado de jardim a florir!


Teus braços, ramos com aves a pousar
Tuas mãos folhas verdes a crescer,
Um Sol redondo, de reluzente brilhar...
Hoje, estás envergonhada, estás a chover!

Hoje, Primavera querida, pareces chorar,
O teu coração de flor parece murchar
Caem lágrimas dos teus olhos, sem cessar...

Não pensem que chorar é mau, diz a Primavera...
 - A chuva, amigos, é limpeza, não é uma bruta fera...
As energias são limpas e um novo dia que nos espera!






Ode à Primavera

Pintura de Botticelli

Eis que renasce bem radiosa
A esplendorosa Primavera
Como uma árvore frondosa
Que faz do Inverno quimera.


Ó Primavera, sê bem-vinda,
Sê como as aves com o seu belo canto...
Enfeitas a cabeça com flores,coroa linda:
Tu, Rainha Majestosa do Encanto!


Tu, magnânima estação das flores
Do renascimento, do pólen dos amores,
Abelhinha que fecunda os corações,
Com o doce mel das emoções!


Deusa Ostara, Jair, Eostre,sem idade
Deusa do renascimento, deusa do amor,
Deusa do nascimento, da fertilidade,
Deusa rainha que vestes o manto do esplendor.


Primavera, que trazes um tempo mais quente,
És como a tela imaculada, virgem de um pintor....
Não és, nem serás quadro do esquecimento,
És, porém, tela pincelada com aguarelas de amor!

Ó Primavera, teatro, sinfonia, música, canção...
Rainha da natureza, fada com condão...
Nas asas da beleza e do sonho, trazes a alegria,
Orquestrada pela batuta do Criador, que nos guia!


Primavera das doces e miraculosas maravilhas
Leva o Inverno gelado do âmago do nosso ser:
Faz renascer em nós, as aves, flores, as alegrias
Que faças em nós a esperança a crescer!


Que cresça como as cores da natureza,
Que sejamos um rio, um mar de pujança,
Onde se renovem as águas da nossa pureza
E vibre dentro do coração esta ode de esperança!


Ó ditosa, belíssima Primavera,
Por tudo isto, te saúdo, enfim,
E que renasça a esperança sem fim!