quinta-feira, 9 de abril de 2015

Os meus sonhos de encantar

Os meus sonhos de encantar

Sou um manancial de sonhos

De sonhos por realizar

Sonho que estou numa ilha

Com praias de encantar.


Sonho que sou uma gaivota,

Que voa sobre o mar,

Procurando na espuma,

O salgado sabor do mar.



Sou um barco ancorado,

Por vezes, perdido,

Por vezes, encontrado

Iluminado pelo farol

Do meu árduo fado.



Sou uma princesa

De um conto de encantar

Que tenta vencer a bruxa

Que me tenta derrubar!



Sonho que sou poetisa

Poetisa do meu sonhar

Escrevendo com o coração

Um sonho de encantar!



Sonho que sou um jardim perfumado

Com flores de encantar

Que, com a sua beleza,

Nos incitam a amar!


Sou uma ave alada,

Que voa nas alturas

Que canta para o mundo

As suas desventuras.



Sonho que sou uma fénix

Uma fenix renascida

Que renasci das cinzas

Sorrindo para a vida.



Sou eu o próprio sonho

Sou eu o meu sonhar

E nas asas do meu sonho

Sonho que estou a voar.


Sou um manancial de sonhos

De sonhos por sonhar,

Perdida em sonhos,

Onde me perco para me encontrar!


Sonho que sou…

Ó, já não, sei o que sou

Sou tudo o que eu sonho

E tudo o que alguém jamais sonhou!

Curriculum Vitae em Vídeo

Curriculum Vitae

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A história moderna dos pastéis de Chaves -(recontando e dando cunho novo a histórias já existentes)

O Conto dos Pastéis de Chaves
Não vou começar esta história por «Era uma vez»: já todas as histórias começam assim; então esta história vai começar de forma diferente.
Então é assim: há muito tempo, mais precisamente no já ido ano de 1862, uma pobre senhora tentava ganhar a vida pelas ruas de Chaves. Levava consigo uma cestinha que escondia um verdadeiro tesouro – nem mesmo ela sabia naquela altura que os seus bolinhos de forma estranha, acabariam por ficar famosos.
E todos os dias, ela percorria a cidade com o seu cesto de bolinhos: aqueles pastéis recheados de carne - tinham uma forma estranha e meio tosca, até: mas eram tão bons que a senhora nunca os tinha em número suficiente para todas as bocas dos flavienses.
Certamente já perceberam que se trata dos famosos Pastéis de Chaves.
Quando ela passava, logo aquele cheirinho gostoso pairava no ar: de repente tinha um bando de crianças à sua beira. E ela gostava tanto das crianças! Até um ou outro espanhol que por ali passava se encantava com aqueles doces toscos e saborosos.
Não sabemos o nome de tão ditosa e talentosa senhora, mas podemos, então, chamá-la de Almira – Almira – a fazedora de sonhos! Sim, sonhos em forma de pastel de massa folhada com carnes.
As crianças, seres imaginativos e fantasiosos por natureza acreditavam que a senhora punha uma dose de pó mágico naqueles bolinhos. Mas será que não punha mesmo?!
 - Pois eu penso que punha – além de os confeccionar muito bem, a D. Almira colocava também a dose certa de amor e isso tornava aqueles pastéis únicos!
Mas por mais pastel que fizesse era impossível sustentar a gula dos flavienses. Mesmo assim, dias após dia, debaixo de um Sol forte de Verão, debaixo de chuvas intempéries, de um frio lancinante no Inverno – todos os dias a D. Almira repetia o mesmo ritual e ia para a rua vender os seus preciosos pastéis: era esse o seu tesouro mais precioso.
Mas também havia aqueles dias crepusculares em que o Sol se punha e aquele era um verdadeiro espectáculo para os sentidos e os dias em que o Sol se despedia e a corajosa e trabalhadora senhora ainda tinha mais quilómetros a percorrer. E, quando chegava a casa - ia comer e descansar e pela madrugada começava ela a confeccionar os seus tesourinhos folhados.
Era uma mulher generosa com aqueles que não podiam pagar e tinha sempre um pastel para dar a uma criança. Havia uma em particular que a seguia todos os dias:

um menino de famílias humildes que acabava por ajudar a senhora a vender os seus bolinhos. Ela deixava alguns guardados para o menino levar para casa: assim ele e sua família não passariam fome.
Ela era uma exímia contadora de histórias (não era só os seus pastéis que chamavam a atenção de miúdos e até de graúdos); mas igualmente as suas histórias muito bem contadas e cheias de fantasia. As histórias e aqueles bolos folhados com carne faziam com que as pessoas sonhassem.
Contava histórias da sua infância, da infância dos seus filhos e inventava as suas próprias histórias entre uma e outra dentada (das crianças e até dos adultos) nos seus bolinhos mágicos.
            O sítio por onde mais gostava de andar era junto ao castelo ou então junto ao Tâmega. Já todos conheciam a simpática e bem-disposta Dona Almira e pacientemente todos os dias esperavam por ela e pelos seus bolinhos feitos com tanto amor.
Para as crianças ela e os seus pastéis é que eram os heróis. E imaginavam que a senhora voava e levava as suas mágicas iguarias.
Aquele dinheirinho que ganhava com os pastéis fazia tanta falta lá em casa, mas agora nem ela, nem os seus filhos e netos passavam mais fome.
Os gostosos pastelinhos de forma estranha mas bem deliciosa começaram a ficar famosos.
Um dia a fundadora da Casa do Antigo Pasteleiro, decidiu, então, oferecer uma libra por aquela gulosa iguaria – deste modo, os pastéis alcançaram um lugar de destaque e fazem sucesso até aos dias de hoje.

Assim o famoso pastel passou a satisfazer a gula de todos aqueles que o quisessem comer e ainda hoje faz as delícias de muitos e não só por Chaves mas um pouco por todos o país e até pelo estrangeiro, tornando-se numa verdadeira poesia de sabores.


·         História baseada em factos verídicos e atestados historicamente mas em parte ficcionada – não se sabe mais dados sobre a vendedora –o nome foi inventado e  parte da história em redor dela também) – uma história antiga transformada numa outra história.


Chuva

Chove…chove…
E torna a chover…
Caem pingas
No íntimo do meu ser!

Pinga a minha alma nubente.
Hoje de nuvens escuras
Assombradas por um presente
Com a chuva forte de amarguras!…

Ping, ping – volta a chover,
Vou a correr para não molhar
O que resta do meu ser!

O meu ser está desabrigado,
Esqueci o meu guarda-chuva…deixando
Finalmente a minha angústia no passado!

Filho

Poema ao meu filho
Um poema ao meu filho e pode ser também dedicado a todos os filhos de todas as mães e de todos os pais

Menino ladino,
Olhar espertalhão,
Menino pequenino,
Que me aquece o Coração!

Menino garoto,
Com olhos campestres…
Menino maroto
Com asas celestes!

Menino inocente,
Audaz perguntador,
Menino inteligente
Fruto mais belo,
Do mais intenso Amor!

Criança – poesia
Do sorriso de luz:
A mais intensa alegria
Sinfonia, que seduz!

Criança-bondade,
Das palavras belas,
Que profere com intensidade,
O valor das coisas singelas!

Filho carinhoso,
Que o destino, pintou.
Filho ditoso que o
Destino me presenteou!

Filho dos cabelos
De um tom doirado:
Os fios mais belos,
Do meu querubim amado!

Menino – pintado de amor,
Obra de arte pintada -
Tela pincelada a cor,
Traçada a madrugada!

Filho, filho do Coração,
Poesia, conto, drama,tragédia,
Teatro, literatura, sétima arte,
Por vezes, divina comédia…
Actor principal, bandeira, estandarte….

As Novas Aventuras do Cão Vicente - Na (In)Segurança Social

A pedido de vários cãoterrâneos, entra de novo em cena o Cão Vicente: o cão pestilento, aldrabão, mafioso e doente.
Logo, após, a condenacão de cão em questão, descobriu-se mais uma maquinacão do grandíssimo aldrabão.
Tal como alguns «pulhíticos» e outros cães de caça (que é tudo da mesma raça) do nosso país Natal, também o Cão Vicente tinha problemas com o Fisco e a (In)segurança Social.
Ele não queria pagar impostos, não queira pagar nada - queria alguma isencão fiscal como aconteceu com determinadas «Passoas» e outros assim que tal.
Ficou a dever alguns meses e logo lhe caíram em cima: já não bastava estar também preso e ter como vizinha a fina Cãocumbina.
Foi marcado novo julgamento para tratar desta últimas questões e lá ia o Cão Vicente ficar sem os seus últimos tostões.
Na manhã antes do julgamento, teve direito a cãomida especial: um prato de bacão gordurento e sem sal.
Já estava tão cão(fundido) sobre o que iria ladrar, a sua cãoduta já era famosa e todos podiam isso, cãostatar!
O Cão Vicente queria aproveitar aquele pequeno momento em liberdade no tribunal e, acãoselhado pelo Cão Crodilo, queria ver se dava corda às patas e fugir daquilo.
Estava tão fo… fo…fotografado e até apareceu a televicão no julgamento, tal foi o mediatismo que mais parecia um vip cãosamento!
E, por falar em vip, o cão prepotente, também queria fazer parte de uma tal lista Vip que já é do conhecimento de toda a gente!
Porém, ele de importante não tinha nada: e já não tinha cãocerto: de tão descãocertado que estava já ficava obsoleto.
O nosso cão foi cãodenado a pagar o que devia – foram à sua cãota-cãorrente, que logo ficou vazia!
Teso que nem um virote, com uma cãojectura de desfavorecimento, não cãoseguiu fugir e foi de novo dentro!
Novamente, estava esvaporido e aquilo que não digo …
Cãoquanto, piores que o Cão Vicente, são aqueles que são cães de grande porte, pequenos lixam-se e aos grandes ainda lhes perdoam o calote!
Ser do Zé Cãozinho é sempre uma cãofusão e uma tristeza sem cãodão e quem se lixa sempre é sempre o mexilhão!
Observação: o termo «Passoas» não foi inventado por mim.

As Novas Aventuras do Cão Vicente

A praga de pulgas, cãorraças, cãorrapatos e traças
E, agora, no chilindró, como o preso 44, se apresenta o famigerado Cão Vicente: o cão que além de aldrabão, desgraçado; é também incãosequente!
Como sabem, o afamado Cão Vicente desviou cãopital: foi parar à prisão, depois de passar para o hospital. Vendia produtos que eram de cãotrefacção e, por isso, acabou no buraco, pois então!
Estar naquele cubículo em Cãoimbra era uma descãosolação de primeira: não podia ir à zona fina e ir ter com a cadela cãocumbineira.
Não recebia visitas, à excepcão do Cão Crodilo - era o amigo de sempre; apesar disto e daquilo!
Bem, lá à frente, na prisa feminina, ele soube que estava lá a sua ex - a Cadela CãocerTina, que, como sabemos, depois de o deixar, também aderiu ao negócio de área fina. Ela tinha sido também presa por crime de cãolarinho branco e, até, foi cãoplice de um assalto a um banco!
A sua querida mãezinha, a ex-sogra do Cão Vicente, também tinha sido enclausurada como cãoplice da filha e ter sido sempre cãoplacente.
Ao saber que o seu querido ex-marido, estava no hotel com gradeamento mesmo em frente, mandou-lhe um pequeno presente. Dentro de uma caixinha estava um presente envenenado: uma cãotidade enorme de pulgas, cãorrapatos, cãorraças, que fizeram do pêlo do cão, alojamento gratuito: até havia traças - mas que acãotecimento tão fortuito!
Havia bicharocos desde o pêlo até à cãobeça e passando pelas orelhas; até algumas pulgas instaladas nas suas cuecas rotas e velhas!
O coitado do Cão Vicente tinha bicharada em todo o lado e em todas as patas, inclusive na suplente...a cãomichão era tanta, que ele até ficou doente!
Naquele coça, coça: coça aqui, coça ali - teve de ir a brigada de desinfestacão: eram tantas as pulgas, as cãorraças, os cãorrapatos e as traças, que foi tão preciosa a sua intervencão.
Depois destas desventuras, ele teve de limpar a cela e também ser alvo de desinfecão - e com tanta bicharada, até deu um trambolhão!